sábado, dezembro 20

DESEJOS

Desejamos sempre o que não devemos. Quem não devemos. Porque por muito bom que seja o nosso namorado ou esposo, o das outras tem sempre qualquer coisa que nos cativa. Queremos sempre o que não é nosso para provar algo. Provar que podemos.
Desejei o que agora é meu. Mas desejei muito mais o que não é. E mesmo sabendo que até poderia ter, nenhuma foda vale uma vida estragada. Mesmo que não seja a nossa.
Tive o meu a foder-me por trás com aquela vontade de quem não come ninguém há séculos. 
Desejei o outro a fazer-me o mesmo.
Tive o meu a chupar-me cada recanto, morder-me e arrepiar-me.
Desejei o outro a fazer exactamente o mesmo.
Tive o meu a morder-me o lóbulo da orelha. A foder-me contra o carro.
Desejei o outro. A "violar-me" e a dizer ao meu ouvido: QUERO-TE.
Desejamos sempre algo mais. Fomos feitos assim. E nunca estaremos completamente satisfeitos...

sábado, dezembro 13

O CHARME DE TELMO

Ele era demasiado charmoso. Até quando lançava aquele olhar desconfiado me tirava do sério. Estava meio tímido, ainda não tinha ganho aquela confiança.  Mas eu, apesar de me sentir como ele, já lhe tinha tirado as medidas todas. E estava no ponto. Nem precisou de me dizer que frequentava o ginásio porque eu já tinha notado. Sem lhe tocar sequer, apercebi-me de que todo ele era rijo, bem definido, perfeitamente capaz de matar uma mulher só de o olhar. 
E tinha um sorriso divinal. Um rosto sensual. Realmente ele era demasiado charmoso. 
Por isso não foi estranho quando ao final de umas horas já nos deleitávamos um com o outro. 
A minha boca já saboreava o seu pau delicioso e as suas mãos seguravam na minha cabeça. Ouvia os gemidos dele de prazer e as palavras que adoro ouvir:
- Sabes chupar tão bem!
E soltava os meus gemidos de gata satisfeita com tamanha refeição. E cravava as minhas mãos no seu peito. Mordia-lhe a cabeça e voltava a engolir. E ele ficava doido. E pedia para ter mais.
- Não, - disse eu - hoje não. 
Aquele carro de repente tornara-se demasiado apertado. Aquele sítio tornara-se demasiado erótico. 
E era nisso que pensava enquanto continuava a chupar-lhe aquele pau que tanto adorava. Dedicava-me a ele. E Telmo apercebeu-se disso, elogiando-me pelo facto. Possivelmente nenhuma mulher se dedicou tanto a um broche como eu. Agarrei nas minhas mamas e apertei o pau dele nelas. Rocei-me nele e voltei a chupar. A lamber. Até sentir o seu esperma jorrar, bem na barriga dele.
E ficou por ali. Não deu para avançar mais mas uma coisa posso afirmar: SE APANHO NOVAMENTE O TELMO!!!!

sexta-feira, dezembro 12

CONCORRÊNCIA ( ou o fruto desejado)

Antes de mais, quero desculpar-me. Sei que me tenho ausentado deste blog. Mas cada vez que cá venho tento sempre compensar a falha. Não desapareci nem o vou fazer e para o provar vou convidá-los a visitar a minha página de autora no Facebook: www.facebook.com/missboficial.  Estarei sempre por lá. Agora vamos ao tema de hoje.


Dizemos sempre que detestamos concorrência. Detestamos saber que a pessoa em quem estamos interessadas tem amigas demais. Detestamos que o nosso namorado também as tenha e se dê demasiado bem com elas. Porque mesmo dizendo que não somos ciumentas, tudo o que é demais acaba por nos maçar. E acaba por nos causar dissabores. Discussões. Acabamos por estragar tudo.
Mas já foi provado mais do que uma vez que a concorrência atrai outras pessoas. Nós mulheres acabamos por nos sentir atraídas pelo homem que tem montes de amigas e que muitas delas desejam. E quanto mais interesse ele mostrar por nós, mais sentimos necessidade de ir atrás dele e mostrar ás outras que ele possivelmente será nosso. 
Esta teoria já foi comprovada por mim. Gosto de provar as coisas por mim mesma e acabei por me aproximar de várias pessoas a ponto de descobrir até que ponto o desejo alheio podia cativar outras pessoas. E acabei por perceber que um homem que não tem mulher nenhuma atrás apenas passa a imagem de não ser interessante apenas PORQUE OUTRAS NÃO O ACHAM TAMBÉM. Muito simples. E se ele tiver no mínimo três amigas interessadas ou com quem saia frequentemente, acaba por nos pôr a pensar. 
Queremos fazer parte do grupo dele. Das saídas dele. Queremos que a concorrência saiba da nossa existência. 
Sei que isto não parece ter muita lógica mas se pararmos para pensar, O FRUTO DESEJADO POR UM É DESEJADO POR TODOS. Gostamos de desafios. Mesmo que isso nos traga problemas mais tarde. Porque se realmente conseguirmos ter quem tantas desejaram, podemos sempre mais tarde atirar á cara que:
- Ele tinha muitas amigas bonitas atrás dele mas ficou comigo...



sexta-feira, dezembro 5

A TRISTE HISTÓRIA DE MARIA...OU POSSIVELMENTE A TRISTE HISTÓRIA DE ALGUÉM

- Gosto de estar contigo. És especial. - dissera ele.
E assim começa a triste história de Maria. Que poderia ser mais uma história de felicidade mas, ás vezes, queremos e insistimos tanto nela que acabamos por a afastar para sempre.
Maria gostava dele. Gostava realmente dele. 
- Eu também gosto de estar contigo. Muito. - afirmara ela. Com mais convicção do que devia. 
Sou da opinião que, numa relação, existe sempre um que gosta mais. Um que mostra mais. E sou também da opinião que, até certeza absoluta dos sentimentos de cada um, não nos devemos dar demasiado. Dá aquela ideia de perdidamente apaixonada, o que pode afastar a outra pessoa por achar que pode não gostar assim tanto. O ser humano é muito dado a exageros quando se trata de mostrar sentimentos. Acabamos por mostrar muito mais do que aquilo que queremos. Ou devemos. 
Maria mostrou o que sentia. Não só com palavras mas com gestos. 
O piquenique na praia. O hotel de cinco estrelas. As prendas.
Ele gostava disso, sentia-se mimado, seguro, feliz da vida por ter alguém assim. Que cuidasse dele. Que lhe fizesse as coisas sem terem nenhuma responsabilidade ou assumirem o que quer que seja.
Ele queria uma relação assim. Segura mas livre e aberta o suficiente para poder conhecer possíveis pretendentes. 
Ele dava valor ao que ela fazia. Mas não valor suficiente para investir em algo. Gostava dela. Muito. Mas não o suficiente para lhe agradar.
Maria adorava fazê-lo feliz e mal notava o facto de só ela se esmerar em certas coisas. Era ela que controlava aquilo. Ela que mimava-o....
E não notou durante muito tempo. Tempo suficiente para ele começar a ter menos tempo para ela. Saírem menos vezes. Falarem menos vezes. 
E Maria começou a exigir as mesmas coisas que ela própria lhe fazia.
- Nunca me fizeste nada romântico. Nunca fizeste nada diferente por mim. É só sexo e conversa. É só saídas banais, conversas e sexo. 
E ele pensou, por momentos, em como iria explicar-lhe as coisas:
- Não é só sexo. Se fosse só sexo teríamos poupado as palavras. Se fosse só sexo não teríamos saído do mesmo sítio. Se fosse só sexo tu própria não terias tempo ou vontade de fazer o que fizeste. Somos amigos. Temos uma boa relação. Baseada em amizade, cumplicidade e sexo...
- Mas fiz tanto por ti! - e o olhar dela de frustração conseguiu fazê-lo perceber que tinha acabado de perder o que tinham.
- Nunca te pedi que o fizesses. Não tinhas de o fazer. Gostei, muito. Mas não podes exigir de mim o mesmo.
E Maria percebeu. Precipitou-se. 
Maria lutou. Maria perdeu.
Maria acabou por pressioná-lo sem se aperceber. E afastou-o...



Esta história pode nem ter sentido nenhum mas acredito que possa servir para alguma coisa

quinta-feira, dezembro 4

AS PALAVRAS QUE NUNCA TE DISSE (mas que um dia te direi)

Basicamente isto quase poderia ser uma carta de amor:

" Na verdade sempre fui fascinada por ti. Faria tudo por ti. Daria tudo por ti. 
Aposto que já sabias ou desconfiavas, mas quero que agora tenhas a certeza. Adorei-te. Mais do que queria. Mais do que deveria. 
Ainda tentei lutar mas a partir do momento em que soltaste a frase NÃO QUERO QUE TE APAIXONES POR MIM PORQUE NÃO QUERO NADA SÉRIO COM NINGUÉM E NEM TE QUERO MAGOAR aí fiquei na dúvida. Ainda voltei atrás e ponderei fazer-te feliz mas, na verdade, o olhar de pena que me lançavas, mais uma vez, desencorajou-me. 
Poderias ter sido mais sincero. Poderias ter dito que o problema não era não quereres uma relação com ninguém. O problema sempre foi não quereres uma relação comigo. 
Disseste que não lutei o suficiente, que se em três meses não deu, não daria mais. E mentiste. Aproximaste-te de outras pessoas. Impuseste a tua regra de sinceridade e fidelidade e não cumpriste. 
E odiei-te. 
Por mentires.
Por não me teres dado uma oportunidade.
E desejei que corresse mal a tua futura relação. 
E correu.
E lá vieste tu...
E lá foste tu...dar oportunidades a outras pessoas novamente.
Fui realmente fascinada por ti. Cega.
E o lado bom do fascínio é que tão depressa vem como vai...
E sabes o que é realmente irónico?
Estares neste momento com alguém com quem já estiveste, fazendo exactamente o contrário do tal SE NÃO DEU EM TRÊS MESES NÃO DÁ MAIS.
Fui fascinada por ti. Mas não ao ponto de perceber quando tudo o que se diz são desculpas...
E que sejas feliz por uns tempos. Sim, uns tempos. Porque eu sei que, mais uma vez, isso não dará certo..."

segunda-feira, novembro 10

OS HOMENS TAMBÉM AMAM

De forma mais diferente claro, mais dura, ás vezes parecem indiferentes mas dão tudo de si. Gostam de segurança, carinho, atenção, alguém que lhes cuide das coisas, lhes dê um bocadinho de mimo. Porque todos gostam de mimo. E todos os homens adoram uma mulher que lhes saiba escolher o que vestir, que lhes saiba reconfortar quando estão com problemas. Porque para eles, amar é isso mesmo, conforto, segurança, lar. No fundo alguém que consiga tomar conta deles, como uma mãe.

Mas se tudo termina, acabam por ser como nós mulheres. Apenas parecem mais duros. Vão para os copos com os amigos, divertem-se, fazem mil e uma coisas que nós próprias não conseguimos fazer quando acaba uma relação. 
Ficamos dias fechadas em casa deprimidas. Achamos que é cedo para sair e encontrar a diversão num bar qualquer. É como se nos tornássemos viúvas.
Minhas queridas, os homens também sofrem. Porque independentemente de sairem e curtirem com os amigos, ao outro dia acabam sempre por se lembrar de quem gostaram. E irão lembrar-se sempre. Ou por acaso nunca nenhum dos vossos amigos ou mesmo namorado actual mencionou uma qualquer qualidade de uma ex-namorada?

Se fossem assim tão insensíveis não se lembrariam tanto.
E se nós realmente achássemos que eles são insensíveis, não estaríamos tão atentas a esses pormenores...

segunda-feira, novembro 3

MAU SEXO E BOM SEXO

O assunto continua a ser controverso e, na realidade, acabamos por descobrir que ninguém sabe realmente o que é bom sexo. É aquele em que se experimenta de tudo? Ou aquele em que podemos não experimentar tudo mas em compensação temos bons "movimentos"? É aquele em que fazemos sempre que queremos em qualquer lado? Ou é aquele em que simplesmente podemos usar e abusar da pessoa com quem fazemos? Temos de pensar bem no significado que damos ás palavras BOM SEXO/MAU SEXO porque há quem não goste da primeira mas tenha um sexo fantástico só usando a segunda e há quem adore a última mas que prefira não o fazer em todo o lado...

A verdade é que o bom sexo existe sempre quando existe a descontracção e confiança (falei nisto em posts anteriores). Sempre que existe vontade de experimentar. Defino por bom sexo aquele que nos liberta, que nos torna feras, que nos sacia a vontade, que é feito da forma que queremos. Sim que queremos. 
Uns podem dizer que bom sexo é quando se experimenta de tudo desde oral a anal. Já outros podem ter tido isso tudo e mesmo assim o sexo continuar a ser mau. Porque o ter tudo não é BOM SEXO. 
Quando nos metemos numa relação sexual devemos ter em conta que usar metade da vontade pode ser meio caminho andado para o MAU SEXO. Se temos vontade estamos dispostos a tudo para nos saciar e isso engloba deixar que nos dêem o imenso prazer e, ACIMA DE TUDO, dar-mos prazer a sério. Porque se não estamos dispostos a dar nenhum dos dois terá prazer a sério e por muito bom que seja nunca será bom o suficiente. 

O MAU SEXO tem tendência a ser 

  1. aborrecido, quando fazemos apenas porque sim (acontece com casais)
  2. prestativo, quando o fazemos porque o namorado/namorada até quer
  3. repetitivo, parecido com o primeiro, fazemos por uma questão de hábito e sempre das mesmas formas
  4. desinteressante, até queremos mas não estamos para nos esforçar muito
Podemos acrescentar muitas outras coisas básicas mas para resumir o MAU SEXO maça-nos. Cansa-nos de tal maneira que chegamos a um ponto que preferimos estar sem ele.

O BOM SEXO tem tendência a ser
  1. revigorante, nasce uma energia alternativa em nós
  2. calmante, descarregamos o pior no sexo (quanto mais violento melhor)
  3. tonificante, está comprovado que faz bem á saúde e aos músculos
  4. criativo, para os verdadeiros amantes sem medo de dar tudo de si
E podemos acrescentar outras tantas. 

No BOM SEXO deixamo-nos levar, estamos em sintonia e com a mesma vontade que a pessoa, esforçamo-nos (no mínimo) para dar verdadeiro prazer e para agradar.  No MAU SEXO...bem nesse sexo nem vale a pena estar a tentar que a pessoa dê mais de si quando a mente (ou o medo) é um travão. Temos medo de tudo. Porque dizem que dói ou que parece mal. E só porque o dizem, é melhor deixar estar....


Mas não posso deixar de salientar que gostos são relativos e nem todos gostamos do mesmo. No geral gostamos mas nos pormenores o que para uns pode tornar o sexo bom, para outros é dispensável. Só têm de encontrar a pessoa que vos ajude a ter um sexo fantástico.

Quem não me perde de vista

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